Ó filhos [...] Ó meus Pilatos de agora! [...] a Verdade [...] está diante de vós como esteve diante de Pilatos, e olha para vós implorando-vos. “Pergunta-me. E eu te instruirei.”
Quem Eu sou, vós o sabeis. Até
aqueles que me negam sabem quem são eles e quem Eu sou. Não mintais. Vinte
séculos estão ao redor de Mim e vos mostram quem Eu sou, e vos falam sobre os
meus prodígios. É mais digno de perdão Pilatos. E não vós que tendes uma herança
de vinte séculos de Cristianismo [...]. [...] Eu fui mais severo com Pilatos do
que convosco. Eu não lhe dei resposta. Mas convosco Eu estou falando. E, não
obstante isso, não consigo persuardir-vos de quem Eu sou, a quem vós deveis
adoração e obediência.
[Diz Jesus]
[...]
Pilatos, sentado em seu trono, me fica perscrutando, porque
para ele Eu sou um enigma. Se ele livrasse sua alma dos cuidados humanos, do
orgulho do cargo, do erro do paganismo, logo compreenderia quem Eu sou. Mas,
como pode a luz penetrar num lugar onde há muitas coisas fechando as aberturas
para que a luz não entre?
É sempre assim, meus filhos. Agora também. Como pode
Deus entrar, e a sua luz, onde não há mais espaço para eles, e onde as portas e as janelas estão barradas e protegidas pela
soberba, pela humanidade, pelo vício, pela usura, por tantos, tantos guardas
que estão a serviço de Satanás contra Deus?
[...]
Ó filhos, meus filhos! Ó meus Pilatos de agora! [...]
Que é a Verdade? Será o dinheiro? Não. Serão as mulheres? Não. Será o poder?
Não. Será a saúde física? Não. A glória humana? Não. E então, se deixa perder a
Verdade. [...] Ela, a Verdade, não pede outra coisa senão que se faça conhecer
para vos instruir sobre ela. Ela está diante de vós como esteve diante de
Pilatos, e olha para vós com olhos de um amor suplicante, implorando-vos.
“Pergunta-me. E eu te instruirei.”
[...]
Pilatos me deixa onde estou [...] e vai aos malvados [...].
E os ouve [...]. Ele dá ouvidos à mentira. A idolatria, seja qual for sua
forma, é sempre levada a venerar e aceitar a mentira, seja qual for. E a
Mentira, aceita por um fraco, leva o fraco ao delito.
[...]
Na hora em que Eu devia voltar do Herodes, eis qual foi a
nova posição tomada por Pilatos: a flagelação. [...] Eu tinha que ser todo
machucado, para expiar os vossos pecados da carne. E Eu fui machucado. Eu sou o
homem do qual fala Isaías. E, ao suplício que foi ordenado, acrescentou-se o
que não foi ordenado, mas que foi inventado pela crueldade humana, o suplício
dos espinhos.
Estais vendo, ó homens, o vosso Salvador, o vosso Rei,
coroado de dor para livrar vossa cabeça de tantas culpas que nela fermentam? Não
fazeis idéia, ó homens, de qual foi a dor que sofreu minha cabeça inocente, a
fim de pagar por vós, pelos vossos cada vez mais atrozes pecados, por
pensamentos que se transformam em ações? [...] Vós não quereis o Filho de
Deus. Para os vossos delitos Ele não vos ajuda. Quem vos ajuda mais é Satanás.
[...] Do Filho de Deus vós tendes medo, como o Pilatos.
[...]
Quem Eu sou, vós o sabeis. Até aqueles que me negam
sabem quem são eles e quem Eu sou. Não mintais. Vinte séculos estão ao redor de
Mim e vos mostram quem Eu sou, e vos falam sobre os meus prodígios. É mais
digno de perdão Pilatos. E não vós que tendes uma herança de vinte séculos de
Cristianismo [...]. [...] Eu fui mais severo com Pilatos do que convosco. Eu
não lhe dei resposta. Mas convosco Eu estou falando. E, não obstante isso, não
consigo persuadir-vos de quem Eu sou, a quem vós deveis adoração e obediência.
[...]
Pilatos é um falso homem de bem. Bom é Longino [o centurião
que comandou a crucificação] que, sendo menos poderoso do que o pretor, e menos
defendido, no meio da rua e rodeado por poucos soldados e pela multidão
inimiga, tem coragem de defender-me, de conceder-me licença para repousar, de
receber o conforto de mulheres piedosas, de ser socorrido pelo Cireneu, e
enfim, de ter minha Mãe aos pés da Cruz. Ele foi um herói da justiça, e se
tornou por isso, um herói de Cristo.
Ficai sabendo disso, ó homens que vos preocupais unicamente
com os vossos bens materiais, porque também no que se refere a eles o vosso
Deus intervém, quando vê que sois fiéis à Justiça, que é uma emanação de Deus.
Eu premio sempre a quem age com retidão. Eu defendo a quem me defende. Eu o amo
e socorro. Eu sou sempre aquele que disse: “Quem der um copo d’água em meu
Nome, terá recompensa.” A quem me dá amor, que é a água que dessedenta os meus
lábios de Mártir divino, Eu me dou a Mim mesmo, isto é, proteção e benção.”
Fonte: VALTORTA, Maria. O Evangelho como me foi revelado. Isola del Liri - Itália: Centro Editoriale Valtortiano, 2002, v. 10, p. 65-71.
Fonte: VALTORTA, Maria. O Evangelho como me foi revelado. Isola del Liri - Itália: Centro Editoriale Valtortiano, 2002, v. 10, p. 65-71.
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